NEGRO ROM

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INICIATIVA QUE RECONHECE A DIFERENÇA

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Anti-Brasil na Copa 2010 - Futebol, Sangue e Videotape.


Amigos leitores da Anti-Brasil, retomo hoje esse espaço no blog dos Secretistas após uma ressaca sem igual... Brasil perdeu, Argentina perdeu, depois o Uruguai... A verdade é que aconteceu o que esperávamos, o total desinteresse do povo pela competição futebolística mais assistida no mundo.


Então vamos festejar!!! AAAAAAEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHHHHH!!!

Aliás, modifiquei minha opinião, de última hora, sobre a torcida a favor da Argentina. Se tivéssemos os hermanos numa semi-final e, posteriormente, numa final, teríamos torcida antenada na Copa até o último momento, torcendo contra, o que não acontece hoje.

Não há paixão por seleções européias. É como se considerássemos todos (os europeus), um bando de almofadinhas prepotentes. Talvez invejemos a competência européia que os faz melhores em quase tudo.

Na quarta-feira a tira “Doutores” fez uma substituição aos 45 minutos do segundo tempo, e anteviu o que eu comentaria hoje: a importância da dramaturgia no cotidiano.
Na verdade, vivemos a cultura da novelice compulsiva. A novela da seleção chegou ao fim, temos que suprir a fome do povão com outra... qual vai ser, meu Deus?! Deixa ver... Assassinato! Tem que ter assassinato pra variar um pouco... Huuum, mas ainda dá pra ganhar um qualquer com o assunto futebol... Vejamos, assassinato + futebol = Bruno, goleiro do Flamengo!! Está aí, mais uma grande produção da Glo... ou melhor, de todos os canais brasileiros...

É curioso esse interesse mórbido pelos detalhes horríveis de um crime. A mídia nos empurra goela adentro aquilo que dá audiência, em outras palavras, o que desejamos assistir! Ninguém quer saber de eleições agora... Só precisamos votar em outubro, então vamos gritar “Bruno assassino!” Ocorre que há muitos Brunos acontecendo diariamente e ninguém vê. Já as eleições...

Enfim, domingão é dia de final! E, um dia após, teremos a última crônica da Copa 2010!
O desafinar derradeiro em forma de entrevista! Até lá!

*Amanhã teremos uma nova crônica de Peu: O Racismo em Debate.

8 comentários:

Bela disse...

Ninguém merece! Futebol mas assacinato, a mistura perfeita para a tv brasileira... Por isso gosto tanto do CQC!

Lady Gaga disse...

Até q enfim houve uma sensatez de não se torcer pela Argentina...kkk
Quanto ao Bruno, eu acho que é isso mesmo, estampar bem grande a violência que as mulheres ainda sofrem. E isso, vc vai me desculpar, mas não é somente por causa do futebol, por que até pouco tempo foi a Mércia (que era advogada) que estava na mídia. Ele por ser uma figura pública conta muito, até como exemplo para os jovens. Pense no seu radicalismo, pois coisas como essa faz com que a população repense a lei Maria da Penha, por que todo dia 2 mulheres são mortas por violência doméstica. bjs

Adriano C. Andano disse...

Sem dúvida, a violência contra as mulheres deve ser combatida, e a mídia tem um papel importante nisso. Entretanto, o texto trata da transformação de coisas sérias em espetáculo, em novela. É o que estão fazendo no caso Bruno. A "novelização" de um crime é uma brincadeira de péssimo gosto, desrespeito a família da vítima e, no nosso caso (assassinato de Eliza), desrespeito às mulheres também.
Não é gritando "Bruno Assassino", "Bruno vagabundo"; não é entrevistando psicólogos (que nunca tiveram contato com Bruno) pra tentar traçar um perfil; nem buscando aquela entrevista reveladora que só vai passar depois do intervalo.

Nada disso é bom uso da máquina. Muitíssimo pelo contrário! Além de ser pouco educativo, é incitar a violência! Uma prova disso é a presença certa do grupo de desocupados na porta da delegacia, que tentará dar um safanão no suspeito de assassinato. Estão lá pra aparecer na novela, pra bater no vagabundo, no assassino, que não foi julgado, mas pintado na tela.

A população não está repensando a Lei Maria da Penha, mas poderia se o serviço prestado pelos meios de comunicação fosse moralizado.

Lei Maria da Penha depois do intervalo, não vende.

Obrigado pelo comentário, Lady Gaga. E pela crítica, porque dessa forma podemos aprofundar o tema e abordar outros de grande relevância. :)

Bela disse...

Concordo com vc, adriano! O surgimento da lei Maria da Penha foi umgrande avanço na justiça em defesa da mulher, no entanto eu já presenciei o uso dessa lei, por mulher, para agredir seus maridos de form impune. É a mesma violência praticada na mulher, só que quem está sofrendo é o homem. Acho isso errado. A lei Maria da Penha tem um falha: coloca a mulher no pedestal. É a mesma situação do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente)Dá direitos DEMAIS ao público em questão sem mescionar nenhum dever, o que gera a falsa ideia de que o amparado pode tudo.
Esse é o grande problema das leis brasileiras: preocupa-se demais com os direitos e nada dizem sobre deveres... Ou melhor, dizem sim: que você deve votar, que você (homens) devem se alistar. O que é obrigação, na verdade é direito; e o que é obrigação, passa a ser direito. Precisamos pensar se esse exceço de direitos realmente está fazendo tão bem quanto se pensa... Eu acho que não!
OBS.: Por incrivel que pareça, no livro 'formaturas infernais' a única história de vampiro não é da Meyer e (pra mim que sou romantica) é muito melhor que 'crepusculo' (éca!!!!!)

Lady Gaga disse...

Discordo que incite a violência, pelo contrário, a corvadia de um famoso está sendo punida,e nem falo do fato do assasinato ou não, que ainda não foi assumido por ele, mas o fato dessa moça ter coragem de ir numa delegacia de mulheres dá queixa de agressões sofrida. Vc talves não repense a lei por que não deve usar de violência contra as mulheres(visto que vc é uma pessoa do bem que eu sei), mas aquelas que são oprimidas se veem nesse episódio, aqueles que a ofendem também. Eu sei disso por que as pessoas estão muito revoltadas na rua comentando o caso, que se dá graças a essa novelização que vc falou. Sobre a lei Maria da PEnha não preciso comentar. Infelizmente ainda tem mulheres que sabem de sua existencia mas preferem a ignorar, se subjulgando a homens. Existe o código penal para a violência física para os homens e mulheres em geral.Nos casos de mulheres agressoras, mas a lei protege a mulheres AGREDIDAS.

"Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências."

Bela disse...

O problema é que a mulher está virando a agreçora e o homem o agredido... Mas tudo bem! Ninguém leva a séio o que eu digo mesmo :(! Não me manisfestarie mais nesse assunto.

Adriano C. Andano disse...

Eita assunto delicado... rs!

Independente da delicadeza do tema, ou de qualquer outra coisa, devo admitir: Virei fã de vocês duas! :)

Agressão não muda dependendo do sexo. Agressão é atitude violenta, seja em mulher, ou em homem.

Mulheres sofrem mais apenas por uma fragilidade de origem biológica (isso comparada aos homens, porque de frágil o sexo feminino não tem nada).

Ah, Bela! Acho que suas percepções são de grande valor, inclusive sobre o livro "Formaturas" do qual terei acesso brevemente. Bom saber que o conto da Meyer não é sobre vampiros, porque eu tenho a curiosidade de ler algo diferente de autoria dela. Comente sempre que desejar, porque suas opiniões são importantes para construirmos um conhecimento mais aprofundado e sólido.

Ah! Peu está com uma crônica interessante, prevista para logo mais!

Bela disse...

Obrigada! Já ouvi tantas palavras com poucas ou nenhum fé sobre mim (de parte familiar), que eu já estava começando a acreditar.